Ao fazer 15 anos, Etno quer conquistar espaço no exterior

por Guilherme Costa 32 views0

Banda de rock brasiliense vence festival no Canadá e já tem apresentação marcada no Reino Unido.

*Fotografia por: Vitor Schietti Fonte: www.correiobraziliense.com.br

A comemoração dos 15 anos de estrada, completados este ano, tem um sabor especial para a banda brasiliense Etno. É que o grupo acaba de ganhar o prêmio de melhor banda no Indie Week Festival de Toronto, no Canadá, onde se apresentaram com bandas de várias pares do mundo, inclusive outros grupos da capital federal.

“Ano que vem estaremos de volta como banda principal no Indie Week e também tocaremos em Manchester (Reino Unido). Vamos levar nosso rock para a terra da rainha. Não somos fãs de competições entre bandas, apesar de já termos participado de várias, mas conquistar esse festival mostra que o rock de Brasília nunca esfriou”, comemora o vocalista do grupo, Tiago Freitas, 34 anos.

E o Etno é, sem dúvida um dos grupos que mais contribuem para manter o rock da capital aquecido. Recentemente, participou também do Green Move Festival e lançou uma nova música, que antecipa o terceiro disco.

“Acabamos de lançar essa música, que se chama Existe amanhã. E estamos gravando o nosso terceiro álbum, previsto para sair no primeiro semestre de 2018”, prossegue Freitas.

A banda começou como várias outras: a partir da reunião de amigos de escola.

“Nós nos conhecemos no ensino fundamental e montamos uma banda. Em 2002, sentimos a necessidade de realizar um trabalho autoral, no qual a gente pudesse falar da nossa visão de mundo, mostrar nossa poesia, fazer um som livre e intenso”, conta Freitas. “Somos uma banda de escola que nunca parou”, completa o baixista Iano Fazio, 33.

Música com compromisso social

O grupo segue uma linha de rock pesado, com composições assinadas coletivamente. Para Freitas, a letra é a parte mais sensível do trabalho.

“Nós nos preocupamos muito com o que dizemos. Acreditamos que a arte tem uma responsabilidade social, então, falamos de assuntos do cotidiano, não só brasileiro, mas mundial”, diz o vocalista. “Nossa músicas falam de como a arte nos transformou, às vezes fazendo críticas sociais, às vezes simplesmente retratando sentimentos intensos”, avalia Fazio.

O nome Etno remete a etnia, povos e civilizações. “Desde o início, tínhamos a ideia de fazer música sem fronteiras. Tanto que nossos dois primeiros trabalhos foram compostos e gravados em línguas diversas: espanhol, francês, inglês e português. Só depois decidimos ficar no português, inclusive para valorizar nossa cultura”, explica Freitas.

Crédito: Vitor Schietti/Divulgação. Banda Etno.

Para o futuro, o grupo espera conquistar o público internacional. “Esse prêmio abriu essa possibilidade. Tem muita gente que acha que o rock brasiliense está morto, que é só Legião, Capital, Raimundos e Plebe Rude, mas estamos pensando num circuito com o objetivo de mostrar que o rock de Brasília vive. A gente sentiu que o nosso som foi bem recebido”, afirma Fazio.

A trupe, no entanto, sabe que o caminho a ser trilhado não é fácil.

“Nos Estados Unidos, principalmente, o rock em português não é bem recebido. Sabemos que em alguns lugares da Europa podemos ter o mesmo problema”, diz o baixista. O que os anima, porém, é a recepção que tiveram em alguns lugares. “Fomos muito bem aceitos no Canadá. As pessoas falavam: ‘Eu não entendo uma palavra do que você canta, mas eu sinto’. Isso é sucesso para mim, conseguir transmitir o que a gente sente. A música fala por si só.”

Etno:

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