Brasiliense ganha dois prêmios nos Estados Unidos: ‘O blues oferece boas oportunidades nos EUA’

por Leonardo Machado 219 views0

Celso Salim (FOTO: DIVULGAÇÃO)

Principal nome do blues nacional no exterior na atualidade, ao lado do guitarrista canhoto Igor Prado, Celso Salim saboreia um reconhecimento raro entre músicos estrangeiros nos Estados Unidos.

Tocando com muita regularidade e fazendo contatos importantes, conseguiu uma grande distinção, além dos dois prêmios que ganhou no IMA (Independent Music Awards): agora é um dos jurados do próprio prêmio.

O blues é um mercado grande nos Estados Unidos, oferece boas oportunidades. Estou bastante satisfeito com a decisão de ter retornado ao país e me instalar em Los Angeles — afirma o guitarrista brasiliense.

Ele venceu em duas categorias no Independent Music Awards (IMA), via júri popular. Ganhou como “Melhor Álbum de Blues – pelo trabalho em “To The End of Time, seu mais recente trabalho – , e também na categoria”Jazz com Vocais”,  com a música “Leave It to the Moon”, composta em parceria com Douro Moura e cantada por Bia Marchese.

Os prêmios são um bom reconhecimento de excelência e enriquecem o currículo, pois o IMA sempre conta com nomes de peso. Entre os jurados da atual edição estavam Kenny Wayne Shepard e Sharon Jones. No passado, participaram gente do calibre de Keith Richards e Buddy Guy, entre outros. Isso acaba gerando bons contatos e expõe seu nome em vários meios — disse Salim em entrevista ao jornal Correio Braziliense.

Um reconhecimento mais do que justo e a certeza de que o respeito ao blues brasileiro só cresce nos Estados Unidos, ainda que possa ser improvável músicos nacionais ganhando prêmios no exterior e atingindo o topo das paradas americanas, como Igor Prado, que atingiu o primeiro lugar das paradas  de blues dos Estados Unidos em 2015 com sua Igor Prado Band, empurrado pelo elogiado “Way Down South” – e é bom lembrar que Nuno Mindelis, guitarrista angolano radicado no Brasil, também conseguiu esse feito em pelo menos três paradas nos anos 90.

To the End of Time

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Com uma sonoridade simples, mas ampla e robusta, “To the End of Time” o novo trabalho de Salim, creditado desta vez á Celso Salim Band, expande as influências contidas em “Diggin’ the Blues”, de 2011, gravado ao lado de Mantovani e enfocando a a carpintaria do blues urbano norte-americano dos anos 40 e 50.

Além do blues, carrega influências interessantes do country e do jazz em oito faixas autorais e três releituras para clássicos de Sleepy John Estes, Barbecue Bob e Elmore James. O que temos é um trabalho raro e sofisticado de blues essencial e orgânico, com a busca obsessiva de timbres e notas para cada fraseado.

Gravado em São Paulo, o trabalho têm Rodrigo Mantovani no baixo e o norte-americano Jason Sterling na bateria, além das participações especiais de Ari Borger (piano), Humberto Zigler (bateria), Rafael Cury (voz), Bia Marchese (voz), Denilson Martins (sax) e do americano Darryl Carriere na gaita. Um timaço, bem apropriado para um senhor disco de blues acústico, mas com tudo o que uma coleção do músicas do gênero precisa ter.

Confira a entrevista com Celso Salim no Combate Rock.

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Fontes:

Blues Brasil: Celso Salim ganha dois prêmios nos Estados Unidos – combaterock.blogosfera.uol.com.br

‘O blues oferece boas oportunidades nos EUA’, diz Celso Salim – combaterock.blogosfera.uol.com.br

 

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