Bloco de metaleiros se prepara para agitar o carnaval de Brasília

por Leonardo Machado 2.749 views0

Quem disse que carnaval é feito só de samba, frevo e marchinhas? Pelo oitavo ano consecutivo o bloco Populares em Pânico leva o rock n’ roll para a festa brasiliense. O PEP espera reunir 1,5 mil foliões

O que o carnaval de rua da capital federal tem a ver com bandas de rock clássicas como Deep Purple, Black Sabbath ou Led Zeppelin?

A resposta causa espanto naqueles que não conhecem canções como Smoke on the water, da primeira banda, Paranoid, da segunda, ou Stairway to heaven, da terceira. E surpreende os que ainda não captaram o espírito rebelde brasiliense, que trouxe à tona talentos como Renato Russo e Hebert Vianna. A palavra é: tradição.

Pelo oitavo ano consecutivo, religiosamente, o bloco Populares em Pânico faz as ruas da Asa Norte tremerem sob o som do metal e do hard rock. Agrada a curiosos e fãs do estilo, justamente durante as festividades de Momo, tão propícias a sambas, frevos, marchinhas e outros ritmos populares.

PEP

A ideia começou em 2010, quando o músico e professor da Secretaria de Educação do DF Leonardo Krieger, mais conhecido como Leo Krieger, decidiu que sairia com os amigos para comemorar o carnaval brasiliense sob o ritmo das bandas prediletas do grupo.

A receita: uma bateria de carro, um aparelho de som, uma porta, quatro rodas, pendrive com uma seleção pesada, isopor, cerveja, camisas com a imagem do Batman sem cabeça, 15 pessoas e um trajeto pré-definido — da 304 à 310 Norte.

A diversão estava garantida. “Esse era o bloco. Tínhamos cerveja, mas só pra gente”, recorda Krieger. Qual não foi a surpresa dos organizadores quando moradores das quadras começaram a gritar das janelas, descer dos blocos, cruzar os pilotis e acompanhar a agremiação.

“Duas semanas antes, para ser mais preciso. Estávamos em um churrasco, sem nada para fazer quando chegasse o carnaval, e uma amiga disse que faria camisetas para sair pela rua em um bloco pessoal. Decidimos fazer algo parecido.

Fizemos as camisetas, peguei a bateria do meu carro e ligamos em um som portátil.

No segundo ano, procuramos a ajuda de Thiago Freitas, o Homem da Marreta, e a coisa pareceu gigantesca. Tínhamos até um carro de som”, conta.

Para Leo Krieger, o Populares em Pânico tem responsabilidade histórica.

“Fazemos isso pelo rock’n’roll, que fica sem espaço nesta época do ano. Temos boas bandas na região, que só conseguem reconhecimento quando saem”, explica.

Populares em Pânico 2017

* Confirmado na segunda-feira dia 27.

PEP: o oitavo metaleiro


Fonte: www.correiobraziliense.com.br

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