Lauro Aires lança disco Centropia com rock, baião, reggae e folk. Ouça aqui

por Leonardo Machado 165 views0

Disco “Centropia” faz referências à abertura musical de Brasília.

O jornalista e músico Lauro Aires está a pleno vapor após o lançamento de seu primeiro disco, Centropia. Mais do que um disco, centropia é também um projeto que une Lauro e a banda Salto Triplo, formada por Marcelo Lima (bandolim, violão, guitarra e voz), Fernando Rodrigues (baixo, viola, percussão e voz) e Renato Glória (bateria).

Centropia é um neologismo. Uma brincadeira com uma ‘utopia do Centro do Brasil’. É também uma entropia – conceito da física que mede a desorganização da matéria. Passa um pouco pela variedade de coisas que o disco traz. Por que centro do Brasil? Porque vejo Brasília como uma grande antena, sempre aberta a influências, tanto brasileiras como internacionais. Aqui tem choro, tem samba, tem rock, tem MPB, tem baião, tem a influência concreta de Niemeyer, explica Lauro.

Sendo assim, o disco ganhou como base o rock’n’roll, mas buscou na brasilidade suas mesclas. “Rasta Fé”, gospel rastafári, tem pitadas de forró e reggae; “Em Silêncio” é um legítimo rock oitentista; “Homens do nosso tempo” tem a proeza de misturar MPB com o rock de um jeito bem peculiar; “Amor no Coletivo” vai para a soul music brasileira e tem como parceiro Ricardo Mendes (ex-integrante da banda Os Alices); “Rio Petrópolis” e “Mulher Pássaro” são as baladas do disco. Essas seis canções se juntam a mais seis que completam o álbum. Entre elas os baiões com toques de psicodelia “O Rio” e “Sob o sol”. No total são doze músicas.

Lauro Aires - Centropia (Foto: Divulgação)
Lauro Aires – Centropia (Foto: Divulgação)

Todas essas influências mostram uma colcha de retalhos de estilos que foram costurados por Lauro e por Marcelo Lima, produtor, arranjador e parceiro em três faixas do disco. Lauro juntou letras densas e elaboradas com a pegada de música instrumental de Marcelo – que foi por sete anos o líder do grupo instrumental Marambaia.

A ideia do disco foi fazer uma viagem pelo som que influenciou um brasiliense da minha geração. Passa por Luiz Gonzaga, pelo pop brasileiro dos anos 70 (Fagner, Roberto Carlos, Ednardo, Zé Ramalho, Secos e Molhados e Clube da Esquina), passa pela MPB de Chico e Caetano, passa por Bob Marley e passa fundamentalmente por Led Zeppelin – minha banda favorita na adolescência, conta Lauro, que é casado e tem dois filhos.

Foi inclusive para a filha Gabriela que ele escreveu o reggae “Recado Pra Filha”, onde canta: “Sorria, amor! Sem medo de nada, ao andar pela estrada que vai dar no mar”. Bem diferente do que Cartola fez em “O Mundo é um Moinho”, não? “Lia Brisa” é a música mais brasiliense em forma, gênero, ritmo e letra também é uma homenagem à cidade.

“Nascida na cidade que não tem esquinas/No meio do Planalto Central/Cresceu se comparando com outras meninas/Mesmo tendo uma beleza sem igual”, canta Lauro na letra que ainda fala da chuva, da poeira característica de Brasília, da arquitetura quase espacial e concerta da cidade, enquanto trata dessa menina amadurecendo e descobrindo a vida.

O disco está disponível em todas as plataformas de streaming, como iTunes, Deezer e Spotify.

Mais informações: www.centropia.com.br.

Sobre Lauro Aires

Lauro é jornalista de formação e trabalha hoje como consultor em comunicação. Já passou pelas redações dos jornais O Estado de S. Paulo, Correio Braziliense, Gazeta Mercantil e Jornal de Brasília como repórter, editor e editorialista.

Teve uma temporada breve na academia, onde concluiu mestrado em Comunicação na UNB, mas nunca largou a música. Desde os 18 anos, faz apresentações em tributos e homenagens a Beatles, Led Zeppelin entre outros.

É compositor e cantor do Bloco Galo Cego, em Brasília, eleito recentemente o melhor disco de samba e choro pelo Prêmio Profissionais da Música. Agora, aos 45 anos, aposta no projeto solo, Centropia.

Centropia no Estúdio Showlivre

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