Rock Ecologia lança edital público para selecionar bandas

por Leonardo Machado 698 views0

Inscrições do chamamento público já estão abertas e vão até o dia 04 de agosto de 2016.

Em um projeto para unir sustentabilidade cultural e do meio ambiente, a Secretaria de Cultura do DF lançou na última quinta (21) o edital Rock Ecologia Trilha Parque.

Com campanhas e ações de conscientização além de fortalecimento da identidade de Brasília como ‘Capital do Rock’, o projeto selecionará 20 atrações musicais do Distrito Federal e RIDE para se apresentar em três parques vivenciais: Três Meninas, em Samambaia; Parque Ecológico, em São Sebastião; e Parque Vivencial Ferrock (em implantação) em Ceilândia.

As bandas interessadas em concorrer devem preencher e enviar a Ficha de Inscrição e Formulário para Apresentação da Proposta Artística (Anexo II e Anexo III do Edital) e ficar bem atentas às regras do edital e Termo de Referência do edital.

Cachês Artísticos

De acordo com o edital , A Secretaria de Estado de Cultura do Distrito Federal através de convênio com o MINISTÉRIO DA CULTURA disponibilizará o valor de R$ 80.000,00 para todas as apresentações aqui previstas e selecionadas.

As apresentações selecionadas a partir deste Edital receberão (valor bruto) R$4.000,00 (quatro mil reais), descontando os impostos, conforme legislação. Os pagamentos ocorrerão por meio de depósito em conta corrente do Banco de Brasília S/A – BRB, mediante a entrega de Nota Fiscal, após a execução do serviço.

Driu Menezes, da banda Fall of Silence, tocou solo do Hino Nacional na guitarra durante o lançamento do edital (Foto:Téo Pini/SecultDF)
Driu Menezes, da banda Fall of Silence, tocou solo do Hino Nacional na guitarra durante o lançamento do edital (Foto:Téo Pini/SecultDF)

A subsecretária de Cidadania e Diversidade Cultural, Jaqueline Fernandes, aponta o projeto como um grande passo para buscar o fortalecimento de identidades e fomento aos artistas.

A proposta do Rock Ecologia está bem alinhada com as nossas políticas de ampliação dos direitos culturais e da inclusão dos grupos e segmentos historicamente excluídos, como é o caso do rock independente.

Jaqueline lembra ainda que este projeto nasceu de uma provocação da sociedade civil à Secretaria de Cultura.

Para o próximo ano a gente espera vir mais forte em recursos, em ampliação territorial e em número de bandas.

Roqueiro, especialista em meio ambiente e diretor de Análise de Projetos e Triagem do Ministério da Cultura, Marco Borges foi o responsável da parte do governo federal por dar vida ao convênio com a Secretaria de Cultura para a criação do Rock Ecologia. Ele ressaltou a importância do diálogo entre governo e sociedade civil e frisou a necessidade de se pensar em sustentabilidade de maneira ampla.

Cultura e meio ambiente são interfaces necessárias para a busca pelo desenvolvimento sustentável – resumiu.

O Rock Ecologia vai utilizar as trilhas dos Parques e a música como fatores de educação ambiental. A ideia é prevenir a crescente degradação e o desmatamento do ecossistema do cerrado no Distrito Federal e Entorno, buscando, por meio de ações socioeducativas e culturais, chamar a atenção da sociedade para a urgência em preservar esse patrimônio ambiental.

Produtora dos festivais República Blues e Porão do Rock, Alê Capone comemorou a iniciativa, lembrando que Brasília é um celeiro de novas bandas em constante crescimento.

Só no último Porão tivemos mais de três mil inscrições para as seletivas, a maioria daqui da cidade. Temos muitas bandas, mas precisamos de espaço para tocar. É importante voltar a mobilizar essa cena.

Ary de Barros, criador do histórico festival Ferrock e militante da cena roqueira do DF, é um dos idealizadores do projeto.

Sempre foi o nosso sonho percorrer os parques do Distrito Federal. Queremos ocupar mais os parques com o nosso rock’n’roll.

Para fortalecer o objetivo do Rock Ecologia, a Novacap vai doar mudas de árvores nativas do cerrado para serem plantadas durante as atividades do projeto. O Instituto Brasília Ambiental (Ibram) também é parceiro e vai distribuir material educativo sobre o tema. A programação vai das 10h às 18h, proporcionando um dia inteiro de muita música e convivência harmônica da comunidade com o meio ambiente, além de ações de responsabilidade social, acessibilidade e sustentabilidade.


Fonte: cultura.df.gov.br

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